sexta-feira, 11 de abril de 2014

Série Trilhas Sonoras dos Games - Parte 2 - Quake II


Velocidade. Palavra que resume bem o First Person Shooter Quake II, lançado em 1997 pela Id Software. Um jogo rápido, de ação frenética e com uma trilha sonora que faz jus ao seu estilo.


Criada por Sonic Mayhem, a trilha é porrada do início ao fim, com alguns suspiros durante algumas fases específicas. Podemos citar a pequena participação de Rob Zombie na sonoridade do vídeo de introdução juntamente com Bill Brown, que foi responsável pelas músicas dos vídeos intermediários.

Sonic Mayhem


Porém o foco aqui é Sonic Mayhem, é dele as músicas que embalam em quase toda a jogatina.
Este o nome profissional do alemão radicado nos EUA, Sascha Dikiciyan. Estudante de música desde criança, se interessou por vídeo games em uma época em que esta indústria estava engatinhando.

O fato curioso é que seus trabalhos chamaram a atenção da ID Software quando Sascha enviou uma demo como trilha alternativa do Quake I. John Romero, da ID, gostou tanto que a empresa resolveu incluir como trilha oficial do seu novo jogo: Quake II.



Atualmente, com um vasto portfólio, ele assina trabalhos em trilhas como Bordelands, Quake III, Unreal Tournament, God of War 2, Mortal Kombat, Mass Effect 2, Dead Rising 3 e vários outros.

Seu estilo tem pitadas fortes de Metal Industrial, com fraseados marcantes e batidas eletrônicas, criando uma sonoridade única.

No Jogo


No jogo, em vários momentos você é embalado pela velocidade que a trilha remete. O lado Heavy Metal da trilha cria uma perfeita atmosfera de suspense e de fúria.


Basicamente, cada nível possui um música que se repete até o próximo carregamento; sendo alguns com ausência total de música.




Para começar, as guitarras cruas e distorcidas de Operation Overlord dominam todo o primeiro nível. Com diversas frases e orquestração sintetizada ao fundo para criar a ambientação, temos intervalos para solo de baixo e guitarra. Se você for muito ruim no início jogo, e não achar uma arma melhor, logo você var se habituar a ouvir essa música.


Rage embarca logo em seguida com uma introdução simples, mas posteriormente com um riff marcante, novamente com orquestração sintetizada ao fundo. O ponto alto é o fraseado em uma ascensão sensacional, que se inicia lá pelos 58 segundos de música. Muito banda de Heavy Metal por aí não tem riffs tão poderosos como este.



Mais um nível, mais uma música devastadora. Kill Ratio começa com porrada, reforçada pela entrada do baixo em seguida. Possui um simples mas empolgante solo de bateria.


March of the Stroggs começa lenta porém pesada, em ritmo de marcha. Mantem-se assim com alguma variação até o fim.


Quando começa The Underworld, se sente que o pancada dá uma pausa para dar espaço a uma música mais de ambiente. No entanto, lá pelos 30 segundos percebemos que não é assim que a música será. O que temos é mais uma sequência de frases marcantes pela frente, com solos lentos no fim objetivando a ambientação. Uma pena é que acaba do nada.



O ritmo veloz e empolgante volta Quad Machine, mais uma vez com sequências afinadas e solos ao fundo, que dão um clima todo sombrio que casam perfeitamente com o ambiente. Com certeza Sonic se divertiu compondo a trilha.



Assim como March of the Stroggs e The Underworld, Enter Big Gun entra na categoria das lentas e pesadas, desta vez teclado, arpejos e paradinhas estratégicas da guitarra para o baixo e bateria darem o ar da graça.



Descent Into Cerberon começa com um solo de baixo com efeitos, logo em seguida acompanhado pela guitarra de forma veloz e densa. Possui um das bases mais marcantes da trilha.



Climb, por sua vez não é de Sonic Mayhen, e sim de Jer Sypult. Com muitos efeitos eletrônicos, dá uma quebrada no rimo alucinantes das demais.


E com Showdown temos a trilha típica de uma fase de chefe e fase final. Menos melodia, mais música ambiente, agrupa vários elementos sonoros para criar o suspense. Esta foi criada pela Soundelux Media Labs.


Versão digital


Como a maioria dos jogos em CD da época, a aplicação ficava na primeira faixa do CD, e as demais faixas eram faixas comum de áudio. Este CD era possível ouvir em qualquer sistema de som. Portanto, ao rodar o jogo, as músicas eram lidas diretamente do CD.
Anos mais tarde quando finalmente foi lançado em plataformas de distribuição digital o jogo ficou sem a trilha sonora, pois as músicas não eram arquivos. Fato este que acredito ser um pouco por descaso da produtora, e um pouco por preguiça em se investir força de trabalho em um jogo antigo.
Felizmente, a comunidade vem trabalhando de forma incessante em melhorias para o game, por mais que a ID tenha parado de dar suporte. Patches e mods sempre deram um passo a frente da desenvolvedora. Com a abertura do código fonte para a comunidade, que é algo a ser celebrado, novos patches não oficiais tornaram um jogo muito antigo em algo atualizado (na medida do possível). Hoje podemos jogar até em resolução HD, coisa que o original sem atualização não permite. Inclusive trocaram até a engine do jogo.
Graças à estes patches, foi incluído junto deles a trilha sonora que, como vimos, não deve ser deixada de lado, pois foi um marco para o jogo.




Se você possui a versão digital, e deseja atualizar o jogo e incluir a trilha sonora faltante, é possível baixar o patch neste link:

http://forums.steampowered.com/forums/showthread.php?p=20806550

Influências

A trilha sonora de Quake II é tão celebrada que chovem no youtube videos de covers das músicas do jogo, aliás não tenho dúvida que muita gente aprendeu a gostar do estilo ou aprendeu algum instrumento, jogando Quake II.

Seguem alguns covers bacanas:




  • Quad Machine
  • Descent Into Cerberon
  • Quad Machine


  • Pra finalizar, os covers do user JD Herrera merecem destaque:




  • Rage
  • Descent Into Cerberon
  • Quad Machine
  • Kill Ratio


  • Você pode conferir a primeira parte da série aqui.

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