terça-feira, 20 de maio de 2014

[Review] Dead Ahead



Já que a morte é inevitável, leve o maior número de zumbis consigo.


Ficha técnica



Gênero: Endless Runner
Dev: Mobirate
Publisher: Chillingo 
Lançamento: Maio de 2013
Semelhante a: Temple Run, Jetpack Joyride
Pontos positivos
+ Arte memorável e bem detalhada
Pontos negativos
- Pode enjoar rápido
- Bugs sérios ocasionalmente


É 2014, ser nerd é pop e zumbis estão na moda. Nesta época bárbara, qualquer coisa pode ficar melhor com zumbis. E nessa tendência, a Chillingo adicionou zumbis ao gênero de "endless runner" (corrida sem fim) e acabou criando uma boa diversão.



História


Zumbis maratonistas tomaram o mundo e você precisa fugir deles em sua moto. Ah, e você tem armas. Dead Ahead não conta com uma história propriamente dita, até porque o gênero não comporta um enredo elaborado.

Mecânica


Este é um jogo bem casual, com partidas que dificilmente ultrapassam a marca dos três minutos. Sua moto anda perpetuamente para a direita e o seu personagem tem comandos simples: mover-se (trocar de pista), acelerar e atirar.

O objetivo principal é avançar tanto quanto possível, sem ser devorado pelos zumbis nem trombar em nenhum veículo. Como em todo endless runner, a morte é inevitável. Assim sendo, é interessante levar consigo o maior número de zumbis possível. Por vezes o jogo lembra o clássico do NES Excite Bike, pois você deve pular buracos, desviar ou passar por cima de veículos.

Há diferentes tipos de zumbis, com caracteríticas próprias. Há os que apenas ficam no meio do caminho, os que correm, os que correm muito, os que explodem, os chefões, entre outros. Essas variações vão sendo adicionadas aos poucos, o que ajuda a quebrar a monotonia.


O que traz um grau de desafio são os objetivos. Não basta andar a maior distância ou matar o maior número de zumbis, o jogo lhe desafia a fazê-lo com classe. Os objetivos são tarefas como "fazer um combo de 50 zumbis" ou "matar 4 chefões em uma única partida". Esses desafios normalmente demandam esforço e exigem um pouco de experimentação com diferentes motos e armas. Cumprir com os objetivos faz seu personagem subir de nível e destrava novas armas, veículos e cenários para serem comprados.


No início de cada partida, você pode selecionar alguns power-ups como dano em dobro ou recarga mais rápida para as armas, ao custo de 1.000 moedas cada. Muitas vezes a escolha cuidadosa de power-ups faz a diferença necessária para cumprir algum objetivo mais complicado. Há também power ups no chão, no meio do caminho, que funcionam por um tempo limitado.


Dead Ahead é freemium: você pode jogá-lo gratuitamente, mas pode pagar para ter alguns extras. As armas e motos custam moeda do jogo, que pode ser obtida simplesmente matando zumbis e cumprindo objetivos. Mas é possível também comprar coisas com moeda do mundo real: moeda do jogo, um item que duplica o número de moedas ganhas por partida, outro que remove as propagandas, mais alguns itens "exclusivos". Nada disso é essencial, mas pode fazer a experiência ficar menos repetitiva.

O jogo mantém todo tipo de estatísticas: zumbis mortos, melhor combo, distância percorrida, arma e veículos favoritos, entre outros. Essas estatísticas podem ser comparadas com as dos seus amigos.

Ambientação


Dead Ahead ostenta gráficos que imitam os títulos em 16 bits dos anos 90. O termo "imitam" cabe muito bem aqui, pois a atenção a detalhes é bastante impressionante e seria inviável naquela época. Os planos de fundo têm vários níveis de profundidade, os prédios têm rachaduras, há folhas passando e sombras bem desenhadas. Quando a moto colide, espalha faíscas no chão, as roupas do piloto balançam ao vento e toda vez que um zumbi cai, é deixado um rastro convincente de sangue e pedaços pixelados.

O som cumpre bem seu papel, mas sem nada de muito memorável. As músicas também são características de jogos antigos e criam um certo clima, ainda que sejam repetitivas. O som da moto acelerando enjoa rapidamente, mas há algo de gratificante no "splat" que se ouve quando um zumbi entra de cabeça num ônibus.

Opinião


Dead Ahead é um jogo bastante divertido, mas que enjoa. A natureza freemium levanta a seguinte dúvida: vale mais à pena jogá-lo de graça, e por vezes sentir-se num ciclo de repetição; ou vale mais à pena gastar um pouco de dinheiro para acelerar o processo e esgotar as possibilidades mais rápido? Eu estou jogando de graça e me diverti bastante. Mas ocorrem cenários em que a próxima moto ou a próxima arma custam dinheiro que leva 30 partidas para se obter. E talvez esses novos itens não façam uma diferença assim tão grande. Considerei comprar a opção de moedas em dobro diversas vezes (mais ou menos 10 reais), e talvez ainda o faça, para ver se o jogo ganha embalo novamente. Vale mencionar que há uma pressão constante para que você gaste dinheiro. Isso vem na forma de banners de ofertas do tipo "oportunidade única de comprar uma metralhadora com 50% de desconto" que aparecem entre uma partida e outra.

Em outro contexto, talvez eu tivesse pago esses 10 reais sem pensar muito, pois é evidente o esforço de arte e desenvolvimento da Mobirate. No entanto, os problemas de estabilidade que tive ao longo de minha experiência me afastaram da idéia. Num Nexus 7 (2013), que é um dos dispositivos de referência da plataforma Android, o jogo apresentou mensagens de erro com certa frequência, normalmente quando deveria carregar uma propaganda. Por vezes, em decorrência desses erros, o aplicativo fechava e era necessário voltar à tela inicial. Este problema não é condizente com o grau de polidez que é exibido em todo o restante do jogo e quase me fez desistir por completo.


Dead Ahead é um bom passatempo. Se você gostou de Temple Run, Jetpack Joyride e outros incontáveis endless runners por aí, gostará deste também, ainda que o charme não dure pra sempre.

Você pode obter a versão para Android aqui, e a versão para IOS aqui.

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